quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ainda existem heróis no Brasil


O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, afirmou nesta quinta que há uma operação "abafa" em andamento na Receita Federal, por ordem do governo.
Segundo ele, a corregedoria do fisco tem, deliberadamente, adiado as investigações sobre as quebras de sigilo de pessoas ligadas ao candidato à Presidência, José Serra (PSDB), para proteger o PT.
As informações são da Folha de SP.

Como já comentei anteriormente, há uma série de reportagens e documentos, que podemos encontrar numa simples pesquisa na internet, comprovando a maneira equivocada e injusta como sempre trataram Eduardo Jorge.
Vejam um exemplo, num trecho de um documento de uma instituição importante, que mostra a evidente perseguição ao tucano com a finalidade de prejudicar a campanha de José Serra ainda em 2002.

Vejam, também, como atacavam os programas do governo FHC, como o que tratava da infra-estrutura, chamado agora de PAC e os programas sociais que viraram o bolsa família.

"Delineiam-se hoje 3 candidaturas nos principais partidos brasileiros: Lula, José Serra e Itamar, enquanto a candidatura de Ciro Gomes corre “por fora”.
Neste contexto pre-eleitoral, as disputas internas à base aliada podem levar à instauração da CPI sobre a corrupção, que fora abafada no ano passado.
Tal CPI prejudicaria muito a candidatura apoiada pelo Planalto.
No mínimo, poderia tornar-se um palanque capaz de neutralizar a eficiência dos palanques oficiais: o “Portal do Alvorada” e os Programas Estratégicos do “Avança Brasil”, com farta distribuição de dinheiro aos pobres em forma de bolsa-escola ou de bolsa-saúde.
Mais grave ainda, se forem comprovadas as suspeitas de corrupção envolvendo Eduardo Jorge Caldas, secretario de FHC, a candidatura “oficial” sofreria um duro baque."


Consideravam os programas sociais e o PAC do Fernando Henrique como eleitoreiros, mesmo não tendo sido usados como peça de propaganda, como tem feito tanto lula quanto Dilma, com programas que nem são seus. E isso não é criticado nos textos recentes, muito menos os companheiros envolvidos em crimes e escândalos de corrupção.
Nenhum nome é citado, nem responsabilizam o presidente.

Se não eram imparciais, isentos, quando apoivam descaradamente o partido de oposição, por que temos que acreditar que agora o são?
Feliz do país que tem um homem bravo, um guerreiro como Eduardo Jorge, que vai até o fim na sua luta contra os que não cansam de tentar detruí-lo e os que sustentam essas versões.
O povo brasileiro precisa saber que ainda temos heróis que resistem à maldade de seus adversários e travam uma batalha, muitas vezes solitária, contra seus malfeitores.

2 comentários:

  1. Não foi só o Eduardo Jorge escolhido para ser perseguido pelos petistas.
    Essas instituições que sempre apoiaram o PT e continuam apoiando mesmo depois de tantos escândalos sempre foram cruéis nas análises contra adversários políticos.
    Vejam como foram incoerentes numa das análises, quando comentam sobre o sofrimento e a morte de Mario Covas e Tancredo Neves e tratam a exposição desses fatos na midia como um lance de oportunismo, enquanto que, em relação ao lula, no momento que consegue se eleger pela primeira vez, é enaltecido justamente pelo sofrimento, independentemente da existência de valores ou competência para governar o país, como se a origem humilde bastasse.
    EU ENCONTREI ESSAS ANÁLISES NO SITE DA CNBB:

    “Chama atenção a forma como a opinião pública acompanhou a doença do governador Mário Covas e, mais ainda, sua exaltação após a morte. O papel da mídia aí, como em fenômenos semelhantes, é relativo: ela pode alimentar e reforçar uma tendência psicossocial, mas fundamentalmente o que faz é levantar a demanda existente de percepções e sentimentos para corresponder-lhe e com isto, ter sucesso. Algo como o surfista que sabe usar com oportunismo as ondas que lhe são dadas.
    (2001)

    Esperança que brota das urnas
    Nunca se viu tantas bandeiras pelas ruas, nem tantos carros e casas identificadas com algum candidato ou partido. A exemplo do que ocorre nos festejos populares, o país se enfeitou e se vestiu em cores vivas para a festa da democracia. Um oxigênio novo dominou o pleito.
    Foi resgatada a política como participação popular, com as pessoas saindo às ruas para manifestar, positivamente, suas escolhas e opiniões. É como se o ato de fazer política, tido como coisa suja e sórdida, tivesse ganhado um novo tempero. Isso se deve certamente à figura de Luiz Inácio Lula da Silva. Um Silva, o sobrenome mais popular entre nós, ocupa espaços inéditos não apenas na vida e na mídia do país, mas até no cenário internacional. A novidade mexe com o imaginário popular. O personagem Lula põe em cena uma história de vida marcada por sofrimento, luta e esperança, como a de milhões de brasileiros – eis a cara de um Brasil ausente dos palcos onde se decide os destinos da nação. (2002)

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  2. Foram cruéis durante as homenagens diante do sofrimento e da morte de pessoas ilustres como Tancredo Neves e Mário Covas, mas o Lula colocaram no pedestal como se o seu suposto sofrimento na infância servisse como carta branca para fazer o que quisesse, contra quem quisesse. Acho que nem é no pedestal que colocaram o são Lula, é no altar. Que blasfêmia!

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