sábado, 8 de junho de 2013

AS DEMARCAÇÕES ASSASSINAS DA FUNAI

No Coturno

O artigo abaixo foi publicado hoje, na Folha de São Paulo, escrito pelo dono da Fazenda Buritis, uma propriedade privada desde 1927, legalmente titulada, invadida, incendiada e transformada em escombros por índios terenas incitados pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), patrocinado pelas doações que você faz na missa de domingo, pelo seu dízimo, pelas mensalidades que você paga em colégios católicos. Mais do que um artigo, é um grito de revolta.

Os atuais mecanismos do processo demarcatório da Funai devem ser modificados com urgência. O órgão padece de estrutura operacional e recursos orçamentários adequados, ficando à mercê de ONGs que lhe fornecem, além de ajuda financeira, uma forte sustentação ideológica, de resto altamente deslocada nesse período de globalização da economia.

As ações da Funai têm gerado insegurança no campo, prejudicando um dos setores vitais da economia brasileira. Mesmo porque há imensas suspeitas de que os laudos antropológicos que amparam as decisões demarcatórias são anticientíficos e fraudulentos.

O caso dos conflitos na fazenda Buriti é emblemático. Fui vice-presidente do Movimento pela Anistia e Direitos Humanos em Mato Grosso do Sul, lutei contra a ditadura e sonhei com a volta da ordem democrática no país. Enfrentei os arreganhos do Estado de exceção. Fui relator da constituinte estadual e comemorei o Estado democrático de Direito.

Nesse aspecto, sinto-me frustrado porque jamais imaginei que pudesse um dia me sentir vítima dos instrumentos de liberdade que ajudei a conquistar.

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